Cinema pelo cinema > com Pedro Rocha Nogueira
Sexta 2 de Setembro 2005 pelas 22 hors
No Cineclube do Porto

Cinema
pelo cinema... com Pedro Rocha Nogueira
Este continua a ser o resto que se deixou ficar. No cinema e nos freios de
outras utopias, sobre os bichos que habitam cá dentro e o nosso eterno
abraço, na crença cega de relembrar amores e outras tempestades,
na pintura a percorrer lugares, tempos pequenos e outras montanhas submersas.
Esta palavra cinema é a arte a desvendar, nos repentinos pés
e em outras mãos bailarinas. E as deslizantes aves e outros estáticos
corações ali, à flor da nossa pele tão perto,
nesses lugares humanos sempre os mesmos e em outros sonhos quase esquecidos.
Mas o cinema é esta viagem que enterra os corpos, com os rostos maravilhados
e quase mortos, os pés a percorrerem e a esculpirem os desenhados freios,
e os olhos postos na Crença. Essa mulher de passos repentinos, enamorada
do Tempo, e enternamente a deslizar sobre os seres e as coisas. E o cinema
na vista de todos, a paisagem que habita todas as portas..
Borboletas Realização, Argumento e Produção: Pedro Rocha Nogueira; Actores: Manuela Ferreira, Júlio Ribeiro e Sílvia Silva; Direcção de Fotografia e Operador de Câmara: José Alberto Pinto; Música: Aníbal Seco; Montagem e Genérico: Ricardo Leite e Pedro Rocha Nogueira; Duração: 12 minutos; Porto 2001.
Um esgrimista, uma escultora, uma modelo. Entre eles os desejos inconfessáveis. E hoje vão rebentar.
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Serei o teu Espelho
Produção e Realização: Pedro Rocha Nogueira; Actriz: Sílvia Silva; Direcção de Fotografia: Mariana Figueroa; Operador de Câmara e Montagem: Ricardo Leite; Duração: 12 minutos; Porto 2003Ela é deixada sózinha. Ela transforma-se e finalmente entrega-se. Sózinha de novo, porque amar é a maior das solidões.
realizador de cinema
Nasceu no Porto a 1961
Faz os seus estudos secundários na Escola Soares dos Reis, no curso
de Artes Visuais. Nos estudos superiores, na Escola Superior Artística
do Porto, ingressa no curso de Cinema e Vídeo.
Inicialmente exprimindo-se nas artes plásticas, descobre a incontornabilidade
do cinema dentro de si, descobre o cinema como veículo que o pôe
de novo em contacto com as antigas e mais inocentes visões do mundo.
O cinema é o fio que o conduz de novo a si próprio.
A sua primeira longa metragem ìOblivianaî, recuperando as subtis,
expressivas e esquecidas linguagens do cinema mudo, é pela primeira
vez apresentada na edição deste ano do Fantasporto. A versão
final deste filme será mostrada em breve.
1998 : 5 Ano5 (12 min.)
She Can Do No Wrong / The
Alley Kings (videoclip) (4 min.)
1999 : Helter Skelter (26 min.)
Esta Cidade Que Me Habita
(32 min.) documentário
Revisitação
(28 min.)
O Corpo Habitado
(183 min.)
2000 : Cântico Negro (12 min.) filme colectivo
Opera (12min.)
filme colectivo
(Nome) (2 min.)
2001 : Porto Sem Nome (18 min.) no âmbito e recusado
pelo Porto 2001
Borboletas (15
min.) no âmbito e recusado pelo Porto 2001
Spot publicitário (30 seg.)
com Sara Tavares para a Associação Humanitária
Habitat e transmitido pela SIC.
2003 : Serei o teu espelho (12 min.)
2004 : (on reflecting) Surrender (60 min)-documentário
2005 :
Obliviana (72 min)
Ampola (curta metragem
em pré-produção)